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    CRISE NO MUNDO ÁRABE

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    CRISE NO MUNDO ÁRABE

    Mensagem  Admin em Seg Fev 07, 2011 7:09 pm


    ReduzirNormalAumentarImprimirO líder do movimento xiita libanês Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, acredita que o êxito da revolta popular no Egito, que começou há 14 dias, poderá mudar a face da região.

    "Nós não interferimos em assuntos externos, mas quero dizer que achamos que o êxito do Egito vai transformar, de modo total, a face da região", afirmou Nasrallah em uma fita de vídeo gravada durante um comício em apoio às manifestações no Egito.

    O chefe do Hezbolllah afirmou que a revolta do povo egípcio "é tão importante quanto a resistência libanesa em julho (de 2006, durante a guerra israelense) e a guerra histórica em Gaza (2009)".

    Além disso, Nasrallah se desculpou com os povos do Egito e da Tunísia por não ter expressado seu apoio em público antes, afirmando que preferiu manter o silêncio até agora para não ser acusado de estar fomentando a revolução.

    Nasrallah também disse que os Estados Unidos tentam explorar os protestos em uma tentativa de melhorar sua imagem após terem respaldado os ditadores durante décadas.

    O líder xiita destacou ainda que os protestos da Tunísia e do Egito não foram fomentados por forças externas, mas constituem a "revolução dos pobres, dos estudantes, da liberdade e dos que se negam a ser humilhados".

    Protestos convulsionam o Egito
    Desde o último dia 25 de janeiro - data que ganhou um caráter histórico, principalmente na internet, principalmente pelo uso da hashtag #Jan25 no Twitter -, os egípcios protestam pela saída do presidente Hosni Mubarak, que está há 30 anos no poder. No dia 28 as manifestações ganharam uma nova dimensão, fazendo o governo cortar o acesso à rede e declarar toque de recolher. As medidas foram ignoradas pela população, mas Mubarak disse que não sairia. Limitou-se a dizer que buscaria "reformas democráticas" para responder aos anseios da população a partir da formação de um novo governo.

    A partir do dia 29, um sábado, a nova administração foi anunciada. A medida, mais uma vez, não surtiu efeito, e os protestos continuaram. O presidente egípcio se reuniu com militares e anunciou o retorno da polícia antimotins. Enquanto isso, a oposição seguiu se organizando. O líder opositor Mohamad ElBaradei garantiu que "a mudança chegará" para o Egito. Na terça, dia 1º de fevereiro, dezenas de milhares de pessoas se reuniram na praça Tahrir para exigir a renúncia de Mubarak. A grandeza dos protestos levou o líder egípcio a anunciar que não participaria das próximas eleições, para delírio da massa reunida no centro do Cairo.

    O dia seguinte, 2 de fevereiro, no entanto, foi novamente de caos. Manifestantes pró e contra Mubarak travaram uma batalha campal na praça Tahrir com pedras, paus, facas e barras de ferro. Nos dias subsequentes os conflitos cessaram e, após um período de terror para os jornalistas, uma manifestação que reuniu milhares na praça Tahrir e impasses entre o governo e oposição, a Irmandade Muçulmana começou a dialogar com o governo. Enquanto isso, começaram a aparecer sinais de que Mubarak deve permanecer no cargo durante o processo de transição


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